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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

UTI Neonatal

Este não é um assunto abordado normalmente quando se trata de temas relacionados à gestação, até porque a gestante está naturalmente pensando em seu bebê lindo e saudável e esta possibilidade causa grande desconforto.

Algumas mulheres apresentam complicações durante a gestação (bolsa rota caracterizada pela perda de líquido amniótico, pressão arterial alta, infecções, entre outras) e necessitam de um cuidado especial, muitas vezes precisando ficar em repouso absoluto por toda a gestação, nestes casos, a mãe bem como a família pode ter sido alertada pelo médico de que poderá ocorrer um nascimento prematuro e nestes casos a UTI Neo é indispensável para os cuidados com o bebê.

Em outros casos tudo vai bem durante a gestação, e somente quando o bebê nasce é que se vê a necessidade de encaminhá-lo para os cuidados intensivos, nem sempre são casos gravíssimos, mas o bebê precisa de cuidados especiais para que no momento da alta seus pais possam o levar para casa sem grandes preocupações com sua saúde.

E como é isso? Como é para a mãe ir para casa sem seu(s) bebê (s)? Como fica a amamentação, o vínculo mãe-bebê?

Sem dúvida é uma situação de muita angústia e estresse para os pais, há a frustração de não poder levar seu bebê para casa e a preocupação com o que está por vir.

O dia-a-dia de uma mãe na UTI é bastante cansativo, para umas são alguns dias, para outras meses, mas o que permeia o pensamento da maioria destas mulheres é a esperança de que sairão dali com seus bebês saudáveis e esta esperança parece nutrir a força cada vez mais presente para que elas estejam ali.

Dependendo do quadro de saúde do bebê, quando estão com suas funções estáveis, estes podem ser tocados pelos pais a partir de uma abertura que há na incubadora, os pais podem conversar com ele e em alguns casos banhar, amamentar e permanecer com o bebê pele-a-pele, momento de extrema importância para a recuperação do bebê e para o fortalecimento do vínculo da dupla.

Apesar de toda dificuldade que é ter um filho em uma UTI ainda é possível ver pontos positivos, normalmente há na UTI Neo enfermeiras muito bem preparadas e que podem ajudar as mães nos primeiros cuidados com o bebê, quando este já pode ser manipulado pela mãe, esta pode aproveitar o conhecimento destas profissionais tirando suas dúvidas e pedindo auxilio quando necessário.

Apesar da importância da presença da mãe na UTI Neo junto a seu filho, é bastante positivo quando esta consegue ir para casa e descansar, dormir bem e se alimentar para que possa no dia seguinte dar conta da demanda emocional e física que a espera. Muitas vezes a mãe não pode ficar o dia inteiro na UTI ou porque tem outros filhos pequenos, ou porque mora longe e até porque está muito cansada. É importante que esta mãe consiga respeitar seus limites, que tenha em mente que seu filho está no local adequado para sua recuperação naquele momento e que é indispensável que ela também possa se cuidar.

Maria Elisangela

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Licença Maternidade de 6 meses


Quando o assunto é licença maternidade é possível notarmos que há diferenças consideráveis de um país para outro, esta pode variar de 2 a 16 meses dependendo do país. Na Suécia, a licença varia de 12 a 16 meses, e não é a toa que é um país que aponta em pesquisas altos índices de qualidade de vida para a população.
Sabe-se que durante os primeiros meses de vida é bastante positivo para o desenvolvimento do bebê a presença de sua mãe e para ela a tranquilidade de estar com seu bebê, a lincença prolongada além de favorecer o vínculo da dupla, contribui diretamente para a continuidade da amamentação, uma vez que é recomendação do Mistério da Saúde  que a mãe amamente seu bebê por no mínimo seis meses.
Chega a ser contraditória a recomendação de 6 meses de alimentação exclusiva com o leite materno uma vez que esta mãe precisa voltar a trabalhar em 4 meses...existem alternativas? Talvez, mas essas não contribuem e nem facilitam para a mãe que já enfrenta grande dificuldade em deixar seu filho para voltar ao trabalho.
Na ultima quarta-feira o senado aprovou a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que amplia a lincença maternidade que hoje é de 4 meses para 6 meses em empresas públicas e privadas.
Podemos considerar que este foi um grande passo, uma vez que é tão evidente que os quatro meses oferecidos a mãe não são o suficiente.
A emenda foi aprovada em primeira instância com 54 votos e terá a segunda votação em agosto.
Vamos torcer, pois sem dúvida será uma grande conquista !
Segue abaixo tabela que indica qual é o período de licença em alguns países do mundo:

País                        Licença-maternidade



Alemanha                     3 meses e meio

Argentina                     3 meses

Bélgica                         4 meses

Bolívia                         4 meses

Brasil                           4 meses

Canadá                       4 meses e meio

Dinamarca                 4 meses e meio

Estados Unidos          3 meses

Índia                           4 meses

Inglaterra                   de 4 a 5 meses

Itália                          5 meses

Portugal                    3 meses e meio

Suécia                       de 12 a 16 meses
                                                                                                           
Maria Elisangela
Fonte: Crescer e Estadão


domingo, 9 de maio de 2010

Dia das Mães

Não costumo dar muita impotância para dia disso ou dia daquilo, acredito que não há o dia específico para se fazer uma homenagem ou dar um presente a quem amamos e vejo essas campanhas todas na mídia como algo puramente comercial...
Mas se tratando de mãe, vou dar um desconto...rs, e aproveitar a data para postar algumas imagens lindas e que dizem muito sobre essas mulheres tão especiais.

PARA AS MAMÃES E FUTURAS MAMÃES...PARABÉNS !!!! NO DIA DAS MÃES E EM TODOS OS OUTROS.    
  

domingo, 13 de setembro de 2009

Pele - as primeiras impressões

O contato com a mãe é a porta de entrada do bebê para o mundo externo, fora do útero, a partir do seu nascimento o bebê lida com um ambiente bastante diferente do que estava acostumado, passa a respirar, sente fome, as oscilações de temperatura e os estímulos de luminosidade, tudo é diferente.
Agora, neste novo ambiente o contato com a pele da mãe é de extrema importância, seu cheiro, sua voz, os ruídos internos do seu corpo são familiares ao bebê e lhe trazem segurança e tranquilidade.
Segundo o autor Montagu (1986), foi evidenciado que para que a criança se desenvolva de uma forma satisfatória, ela precisa ser tocada, levada ao colo, acariciada e aninhada nos braços. Deve-se falar com ela de forma carinhosa ainda que esta não esteja sendo amamentada, essas são sensações essenciais para o bebê. Mesmo que ele seja privado dos estímulos visuais e sonoros os estímulos cutâneos não podem lhe faltar.
Tocar o bebê é uma forma de amor, e esta é reconhecida por ele e o acompanhará por todo seu desenvolvimento.