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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Qual o melhor momento para engravidar?


Fonte: Getty Images

Ter um filho traz para a vida da mulher muitas mudanças e novas responsabilidades, e nem sempre é possível se sentir totalmente segura de que o momento escolhido para  engravidar é o mais adequado, esta é uma nova experiência e as inseguranças podem surgir.
É cada vez mais comum mulheres que decidem adiar a maternidade e se dedicam primeiramente a outros projetos de vida como estudos e vida profissional.
A sociedade em que estamos inseridas influencia fortemente esta decisão, muitas vezes estipulando um “tempo certo” para engravidar. Esta escolha pode depender não somente do desejo da mulher/casal mas também pelo que é esperado pela sociedade.  São frequentes ouvirmos comentários do tipo: É muito cedo!; É muito tarde! Só um  filho? Nossa, você tem 4 filhos!?
Na década de 50, por exemplo, a maioria das mulheres não tinha a opção de escolher o melhor momento para engravidar, o anticoncepcional ainda não existia e logo após o casamento era bastante comum o anuncio da primeira de muitas gravidezes. Nesta época, as mulheres se preparavam para a maternidade, pois este era seu papel na sociedade, a maternidade sobrepunha-se dentre outros papéis  que poderiam ser ocupados.
Hoje a mulher tem a opção de escolher a época de sua vida em que quer ter um filho, e SE quer tê-lo, apesar de ainda estarem presentes nos discursos a crença de que a mulher nasceu para ser mãe, é possível observar a mudança de comportamento de forma nítida. Com os avanços da medicina, muitas mulheres engravidam com mais de 35 anos, e com uma maior segurança de que os fatores físicos não são impeditivos para a realização de seu sonho enquanto outras decidem não terem filhos.
Será que uma mulher aos 22 anos está preparada para ser mãe? E aos 40, com a vida profissional estabilizada, ela já pode engravidar?
Apesar de as condições físicas serem muito significativas no planejamento de uma gravidez, o preparo emocional da mulher é um fator de grande importância e que pode ser decisivo para determinar o momento mais adequado para engravidar.
A maternidade exige da mulher uma dedicação diferenciada, logo após o nascimento o bebê depende 100% de seus cuidados, o aumento da responsabilidade traz muitas mudanças em sua vida, e a demanda requer disponibilidade emocional e física.
Esta  decisão não é simples e em algumas situações pode causar ansiedade, pois mesmo após planejar e desejar a gravidez, algumas mulheres ainda podem se questionar: Será que este é mesmo o melhor momento? Será que deveria ter esperado um pouco mais?
Os questionamentos podem surgir em alguns momentos e fazem parte desta fase, e apesar de a gravidez ser uma fase repleta de sentimentos ambivalentes, os 9 meses de gestação é um tempo precioso que possibilita a preparação para este novo papel.
O momento certo vai muito além do que é esperado socialmente, é aquele quando o desejo se manifesta e dá a mulher a possibilidade de pensar a respeito, tomar a decisão de uma forma consciente e desta forma ter uma maior disponibilidade emocional para assumir este novo papel em sua vida.

Maria Elisangela Nunes Carneiro é Psicóloga – CRP 06/98989, com formação em Psicologia da Maternidade, Psicologia Perinatal e Aleitamento Materno. Atende em consultório particular adultos, adolescentes, crianças, gestantes e casais grávidos e orientação a pais. Ministra palestras e cursos voltados aos temas Parentalidade e Cuidados com a Infância.
Contato: mariaelisangela@maternarvida.com.br

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Maternidade – vivências e transformações

foto: Getty Images

 A maternidade é um momento único e especial e marca uma nova fase na vida da mulher, esta fase  traz consigo mudanças importantes na forma como a mulher se relaciona com seus sentimentos e com o mundo.
E quais são estas mudanças?
Somos seres singulares, com histórias de vida bem diferentes, e por isso cada mulher vivencia sua maternidade de uma forma particular, algumas mulheres iniciam o processo de elaboração deste novo papel antes de estarem grávidas, tamanho é o seu desejo. Para outras,  o início se dá quando recebem o resultado positivo do exame, ou somente quando a barriga já está maior e o bebê começou a mexer, pois até então a situação lhe parecia abstrata e pouco real.
A partir do momento em que a mulher se dá conta de sua nova condição uma série de sentimentos e dúvidas afloram: será que este é o momento certo? Será que vou ser uma boa mãe?  Como conciliar maternidade e profissão?
Podem surgir também alguns desconfortos físicos como os mal-estares, as náuseas, o sono alterado, o ganho de peso...são sensações, dúvidas e sentimentos característicos desta fase e que aos poucos a mulher vai se familiarizando.
A futura mamãe também percebe que há uma demanda diferente vinda de fora, os familiares, amigos, médicos, são pessoas que agora passam a fazer parte de sua vida de uma forma um pouco diferenciada,  mobilizados com a barriga que não para de crescer, compartilham, agradam, opinam e as vezes até invadem este espaço sem mesmo serem autorizados. Mediante tantas “informações” algumas mulheres podem se sentir incomodadas, pois precisam lidar também com este “social” que, em alguns momentos, parece não compreender qual é o seu lugar e a dose adequada de sua atuação. 
E em paralelo a tudo isso a natureza atua...
São aproximadamente 38 a 42 semanas de gestação, um período importante para que a mulher se prepare, pense sobre seu novo papel, lide com as transformações físicas que aos poucos dão seus sinais, e prepare espaço físico e emocional para a chegada do seu filho em sua vida.
Neste tempo em que o bebê se desenvolve, se desenvolve também uma mãe, e durante este período a mulher pode ficar mais sensível as questões relacionadas a sua história e relações parentais, os sentimentos parecem aflorar de uma forma mais intensa, este é um período de resignificação destas relações. E é um momento muito apropriado para isso, pois a mulher passa por uma regressão que contribui para que ela se conecte um pouco mais a cada dia com o seu bebê para que quando este chegar ela esteja identificada o bastante a ponto de reconhecer e suprir suas necessidades.
Para que a futura mamãe possa vivenciar este período de uma forma mais tranqüila e segura é de extrema importância o apoio de pessoas queridas como o companheiro, amigos e familiares, pois esta mãe se sentindo mais fortalecida conseguirá desempenhar seu novo papel  de uma forma mais confortável e satisfatória quando seu bebê chegar, o que pode contribuir para evitar o aparecimento de patologias como a depressão pós-parto.    
A mulher que já passou pela experiência de ter um filho não está isenta dessas sensações, assim como sabemos que cada bebê tem sua forma de chegar ao mundo, com suas características de alimentação e sono próprias, cada gestação tem suas diferenças, e a mãe do primeiro bebê pode ser bem diferente da mãe do segundo bebê dada sua experiência e momento de vida.
Mas, independente disto, a maternidade tende a ser transformadora, atua de forma significativa na vida da mulher e pode ser uma experiência bastante positiva. Uma gestação tranqüila, com o apoio de familiares e profissionais da saúde, contribui para que no pós-parto a mãe possa se apropriar e vivenciar este novo papel com mais serenidade.

Maria Elisangela

sábado, 4 de dezembro de 2010

Paternidade

 A partir do momento em que se sabe da gravidez, as vivências e os sentimentos na mulher e no homem são bastante diferentes e tem suas particularidades.
Apesar de a contribuição ser idêntica para a origem desta vida, é a mulher quem vai vivenciar as mudanças físicas durante toda a gestação, vai sentir o filho crescer dentro de si, sentir mexer, dar a luz e amamentá-lo. Desta forma, é um pouco mais difícil para o homem criar um vínculo mais concreto por um filho que está sendo gestado, este vínculo ocorre de forma mais lenta e tende a aumentar após o nascimento. É comum ouvirmos de mulheres principalmente no início da gestação a queixa de que o pai não parece muito envolvido com a gravidez.
Alguns homens podem se sentir excluídos por não participarem da gravidez de uma forma tão intensa como a mulher, e chegam a sentir sensações semelhantes as da mulher como aumento do apetite e do sono, náuseas, tenta sentir os movimentos do filho colocando sua mão sobre a barriga, busca informações sobre a gravidez e desta forma tenta ter a maior participação que lhe é possível.
Outros se sentem fragilizados, incompreendidos e desamparados em suas dúvidas, pois há uma tendência a direcionar os cuidados emocionais e físicos exclusivamente a mulher, deixando o pai à parte neste processo. É bastante positivo quando o casal consegue participar de grupos que discutam as questões inerentes à gestação, e que este pai seja cada vez mais incluído neste processo que está diretamente ligado a mudanças em sua vida.    
Apesar de a experiência da gestação de um filho ser vivenciada de forma diferenciada entre o homem e a mulher, a participação do pai é de extrema importância, muitas pesquisas sobre desenvolvimento precoce do ser humano mostram que os recém nascidos são sensíveis e receptivos ao contato com o pai, sua voz, as sensações causadas a mãe, seus carinhos na barriga são captados pelo bebê, o que contribui para o aumento do vínculo pai-bebê após o nascimento. 
A expressão "Casal Grávido" significa mais do que o compartilhar a gestação de um filho, significa também a construção de uma maternidade e paternidade, com sentimentos que até então não existiam,  o período de gestação tem repercussões muito importantes no pai...é o tempo para preparar o espaço para acolher emocionalmente o bebê que está por vir, e aos poucos assumir este novo papel em sua vida...o da paternidade. 

Maria Elisangela

sábado, 13 de março de 2010

Clinica Social - Instituto Gerar

O Instituto Gerar realiza um trabalho bastante interessante, presta atendimento a pessoas que não tem condições financeiras para pagar por ele. O trabalho é oferecido à gestantes e/ou seus companheiros, pais de bebês, que sofreram aborto ou perderam seus filhos no pós-parto, mulheres que apresentam dificuldades para engravidar e/ou estejam passando por procedimentos de reprodução assistida, com questões ligadas à amamentação, ou acompanhamento de parto.
O atendimento é feito por psicólogos, psicoterapeutas, acompanhantes de parto e especialistas em aleitamento ligados ao CURSO DE FORMAÇÃO EM PSICOLOGIA PERINATAL Instituto Gerar.
Os atendimentos são focados no tema da psicoperinatalidade.
Vale a pena divulgar, pois se trata de um trabalho sério, oferecido aquelas pessoas que normalmente não tem acesso.
A entrevista de Triagem pode ser marcada pelo telefone: 11 30326905
Fora de São Paulo, contate por email: atende@institutogerar.com.br
Profissional responsável:
Vera Iaconelli: Psicóloga, CRP 35751-1, Psicanalista, DoutorandA e Mestre em Psicologia pela USP, Membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, Coordenadora do Instituto Gerar, autora de artigos sobre o tema da psicoperinatalidade

INSTITUTO GERAR DE PSICOLOGIA PERINATAL
R: Ferreira de Araújo, 221 - Pinheiros
São Paulo – SP CEP 05428-000
Tel/Fax: (11) 3032-6905 ou 73383974

domingo, 31 de janeiro de 2010

Cartilha "Celebrando a Vida"

A cartilha "Celebrando a Vida" é resultado de uma pesquisa de mestrado da enfermeira obstetra Luciana Magnoni Reberte com orientação da professora Luiza Akiko Komura Hoga da Escola de Enfermagem da USP.
A cartilha educativa foi desenvolvida com o cuidado de passar as informações que são basicamente necessárias para gestantes de forma clara e objetiva, com uma linguagem bastante simples e acessível. As informações vão desde assuntos relacionados ao pré-natal , como as mudanças que ocorrem no corpo da mulher até o pós parto - amamentação, cuidados com o corpo e com o recém-nascido, com dicas muito interessantes e endereços para a realização das atividades recomendadas na rede pública de saúde.
Este trabalho ganhou o prêmio de primeiro lugar de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS em 2009 na categoria mestrado.
É muito animador ver um trabalho tão sério como este ser valorizado, um apoio básico e fundamental para as mulheres que estão atravessando uma fase tão importante de suas vidas.

sábado, 28 de novembro de 2009

Hormônios produzidos durante gravidez inibem câncer de mama


Os hormônios produzidos durante a gravidez induzem uma proteína que inibe o crescimento do câncer de mama, segundo uma pesquisa publicada pela revista "Cancer Prevention Research".
"Os hormônios, como o estrogênio, induzem a alfa-fetoproteína (AFP) que poderia ser um agente bem tolerado para o tratamento e a prevenção do câncer de mama", disse Herbert Jacobson, que liderou a pesquisa.
Jacobson é pesquisador no Centro para Doenças Imunológicas e Microbianas no Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Ciências Reprodutivas do Colégio Médico Albany, em Nova York.
Hormônios liberados durante a gravidez, como o estrogênio, progesterona e a gonadotrofina coriônica, reduzem o risco de que a mulher desenvolva câncer de mama
"O corpo tem sistemas naturais de defesa contra o câncer de mama. O que se precisa é o manejo seguro da AFP e seu desenvolvimento em um composto que possa ser usado para proteger as mulheres do câncer de mama", disse.
Estudos recentes mostraram que os hormônios liberados durante a gravidez, como o estrogênio, progesterona e a gonadotrofina coriônica humana, reduzem o risco de que a mulher desenvolva câncer de mama.
A AFP é uma proteína produzida normalmente pelo fígado e pela vesícula vitelina que envolve e nutre o feto nas primeiras semanas de sua gestação.
Jacobson e seus colegas procuraram determinar se a administração de hormônios da gravidez a ratas expostas a agentes cancerígenos as levava à produção da AFP, o que, por sua vez, causa o efeito protetor.
Os resultados do estudo mostraram que o tratamento com estrogênio e progesterona, estrogênio sozinho ou gonadotrofina coriônica humana reduz a incidência de câncer de mama nos ratos.
Além disso, os pesquisadores notaram que cada um destes tratamentos elevou o nível de AFP no sangue e inibia diretamente o crescimento das células de câncer de mama em cultivos, o que indica que estes hormônios da gravidez servem para prevenir essa doença.
Powel Brown, editor da publicação da Associação Americana para a Prevenção do Câncer, disse que "os pesquisadores não mostraram diretamente a atividade preventiva do câncer da AFP, mas encontraram uma associação destes hormônios na prevenção dos tumores de mama".
Fonte: UOL Ciência e Saúde

segunda-feira, 2 de novembro de 2009


A Sociedade Brasileira de Pediatria acaba de lançar o livro "Filhos - da gravidez aos 2 anos de idade", escrito por pediatras.
O livro tem uma linguagem simples e traz informações importantes sobre dúvidas frequentes que os pais tem desde a gravidez até os dois anos da criança, possui ilustrações coloridas que ajudam a leitura a ser tornar ainda mais leve.
Vale a pena dar uma olhada quando estiver passando pela livraria.