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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Maternidade – vivências e transformações

foto: Getty Images

 A maternidade é um momento único e especial e marca uma nova fase na vida da mulher, esta fase  traz consigo mudanças importantes na forma como a mulher se relaciona com seus sentimentos e com o mundo.
E quais são estas mudanças?
Somos seres singulares, com histórias de vida bem diferentes, e por isso cada mulher vivencia sua maternidade de uma forma particular, algumas mulheres iniciam o processo de elaboração deste novo papel antes de estarem grávidas, tamanho é o seu desejo. Para outras,  o início se dá quando recebem o resultado positivo do exame, ou somente quando a barriga já está maior e o bebê começou a mexer, pois até então a situação lhe parecia abstrata e pouco real.
A partir do momento em que a mulher se dá conta de sua nova condição uma série de sentimentos e dúvidas afloram: será que este é o momento certo? Será que vou ser uma boa mãe?  Como conciliar maternidade e profissão?
Podem surgir também alguns desconfortos físicos como os mal-estares, as náuseas, o sono alterado, o ganho de peso...são sensações, dúvidas e sentimentos característicos desta fase e que aos poucos a mulher vai se familiarizando.
A futura mamãe também percebe que há uma demanda diferente vinda de fora, os familiares, amigos, médicos, são pessoas que agora passam a fazer parte de sua vida de uma forma um pouco diferenciada,  mobilizados com a barriga que não para de crescer, compartilham, agradam, opinam e as vezes até invadem este espaço sem mesmo serem autorizados. Mediante tantas “informações” algumas mulheres podem se sentir incomodadas, pois precisam lidar também com este “social” que, em alguns momentos, parece não compreender qual é o seu lugar e a dose adequada de sua atuação. 
E em paralelo a tudo isso a natureza atua...
São aproximadamente 38 a 42 semanas de gestação, um período importante para que a mulher se prepare, pense sobre seu novo papel, lide com as transformações físicas que aos poucos dão seus sinais, e prepare espaço físico e emocional para a chegada do seu filho em sua vida.
Neste tempo em que o bebê se desenvolve, se desenvolve também uma mãe, e durante este período a mulher pode ficar mais sensível as questões relacionadas a sua história e relações parentais, os sentimentos parecem aflorar de uma forma mais intensa, este é um período de resignificação destas relações. E é um momento muito apropriado para isso, pois a mulher passa por uma regressão que contribui para que ela se conecte um pouco mais a cada dia com o seu bebê para que quando este chegar ela esteja identificada o bastante a ponto de reconhecer e suprir suas necessidades.
Para que a futura mamãe possa vivenciar este período de uma forma mais tranqüila e segura é de extrema importância o apoio de pessoas queridas como o companheiro, amigos e familiares, pois esta mãe se sentindo mais fortalecida conseguirá desempenhar seu novo papel  de uma forma mais confortável e satisfatória quando seu bebê chegar, o que pode contribuir para evitar o aparecimento de patologias como a depressão pós-parto.    
A mulher que já passou pela experiência de ter um filho não está isenta dessas sensações, assim como sabemos que cada bebê tem sua forma de chegar ao mundo, com suas características de alimentação e sono próprias, cada gestação tem suas diferenças, e a mãe do primeiro bebê pode ser bem diferente da mãe do segundo bebê dada sua experiência e momento de vida.
Mas, independente disto, a maternidade tende a ser transformadora, atua de forma significativa na vida da mulher e pode ser uma experiência bastante positiva. Uma gestação tranqüila, com o apoio de familiares e profissionais da saúde, contribui para que no pós-parto a mãe possa se apropriar e vivenciar este novo papel com mais serenidade.

Maria Elisangela

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Depressão Pós-Parto Masculina


FONTE: UOL

 O UOL publicou esta semana um artigo interessante sobre Depressão Pós-Parto Masculina que quero compartilhar com vocês.
Este tema tem sido cada vez mais abordado por profissionais da área da saúde, o que contribui para que o homem também seja olhado de uma forma mais atenta durante a gestação e após o nascimento bebê.

veja o artigo

Maria Elisangela

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

UTI Neonatal

Este não é um assunto abordado normalmente quando se trata de temas relacionados à gestação, até porque a gestante está naturalmente pensando em seu bebê lindo e saudável e esta possibilidade causa grande desconforto.

Algumas mulheres apresentam complicações durante a gestação (bolsa rota caracterizada pela perda de líquido amniótico, pressão arterial alta, infecções, entre outras) e necessitam de um cuidado especial, muitas vezes precisando ficar em repouso absoluto por toda a gestação, nestes casos, a mãe bem como a família pode ter sido alertada pelo médico de que poderá ocorrer um nascimento prematuro e nestes casos a UTI Neo é indispensável para os cuidados com o bebê.

Em outros casos tudo vai bem durante a gestação, e somente quando o bebê nasce é que se vê a necessidade de encaminhá-lo para os cuidados intensivos, nem sempre são casos gravíssimos, mas o bebê precisa de cuidados especiais para que no momento da alta seus pais possam o levar para casa sem grandes preocupações com sua saúde.

E como é isso? Como é para a mãe ir para casa sem seu(s) bebê (s)? Como fica a amamentação, o vínculo mãe-bebê?

Sem dúvida é uma situação de muita angústia e estresse para os pais, há a frustração de não poder levar seu bebê para casa e a preocupação com o que está por vir.

O dia-a-dia de uma mãe na UTI é bastante cansativo, para umas são alguns dias, para outras meses, mas o que permeia o pensamento da maioria destas mulheres é a esperança de que sairão dali com seus bebês saudáveis e esta esperança parece nutrir a força cada vez mais presente para que elas estejam ali.

Dependendo do quadro de saúde do bebê, quando estão com suas funções estáveis, estes podem ser tocados pelos pais a partir de uma abertura que há na incubadora, os pais podem conversar com ele e em alguns casos banhar, amamentar e permanecer com o bebê pele-a-pele, momento de extrema importância para a recuperação do bebê e para o fortalecimento do vínculo da dupla.

Apesar de toda dificuldade que é ter um filho em uma UTI ainda é possível ver pontos positivos, normalmente há na UTI Neo enfermeiras muito bem preparadas e que podem ajudar as mães nos primeiros cuidados com o bebê, quando este já pode ser manipulado pela mãe, esta pode aproveitar o conhecimento destas profissionais tirando suas dúvidas e pedindo auxilio quando necessário.

Apesar da importância da presença da mãe na UTI Neo junto a seu filho, é bastante positivo quando esta consegue ir para casa e descansar, dormir bem e se alimentar para que possa no dia seguinte dar conta da demanda emocional e física que a espera. Muitas vezes a mãe não pode ficar o dia inteiro na UTI ou porque tem outros filhos pequenos, ou porque mora longe e até porque está muito cansada. É importante que esta mãe consiga respeitar seus limites, que tenha em mente que seu filho está no local adequado para sua recuperação naquele momento e que é indispensável que ela também possa se cuidar.

Maria Elisangela

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Dica de leitura!

Olá! Hoje quero dar uma dica de leitura, trata-se de um livro que achei bastante interessante tanto para profissionais quanto para futuros pais, estou falando de "NÓS ESTAMOS GRÁVIDOS", livro lançado recentemente que foi  escrito por Maria Tereza Maldonado (Psicóloga) e Júlio Dickstein (Médico).
Com uma linguagem bastante didática, o livro trata temas como "e os outros filhos?", "parto", "o bebê e seu novo mundo" entre outros.
Para aqueles que tem interesse pelo tema, vale a pena a leitura!

Maria Elisangela 

domingo, 1 de agosto de 2010

Semana Mundial de Aleitamento Materno

 Começa hoje a Semana Mundial de Aleitamento Materno (de 1 a 7 de agosto), idealizada pelo WABA (Word Alliance for Breastfeeding Action) com o objetivo de facilitar e fortalecer a mobilização social em prol da amamentação.
A SMAM é comemorada em cerca de 150 países e o slogan da Campanha de 2010 é “Amamente. Dê ao seu filho o que há de melhor! Amamentar é mais do que alimentar a criança, é um importante passo para uma vida saudável.
Apesar das campanhas de incentivo, muitas mães ainda tem dúvidas com relação a amamentação, esta é uma fase bastante delicada e quando não há apoio e esclarecimentos na intenção de incentivá-la, esta pode não conseguir dar continuidade.
É comum ouvirmos dúvidas do tipo “Será que meu leite é fraco? Será que devo dar outros alimentos para o bebê?”
De forma geral, não há leite fraco, 95% das mulheres produzem o leite adequado para a alimentação de seu bebê e com todos os nutrientes que ele necessita. Apesar de o pediatra reforçar a importância da amamentação até no mínimo 6 meses, muitas mulheres se sentem inseguras, e alguns mitos como este do leite fraco e da quantidade insuficiente de leite são reforçados por outras mulheres .
A Semana de Aleitamento Materno é uma campanha de grande importância para a sociedade e a nossa forma de ajudar é divulgando-a e sempre que possível incentivar o aleitamento em nosso meio.

Maria Elisangela

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Licença Maternidade de 6 meses


Quando o assunto é licença maternidade é possível notarmos que há diferenças consideráveis de um país para outro, esta pode variar de 2 a 16 meses dependendo do país. Na Suécia, a licença varia de 12 a 16 meses, e não é a toa que é um país que aponta em pesquisas altos índices de qualidade de vida para a população.
Sabe-se que durante os primeiros meses de vida é bastante positivo para o desenvolvimento do bebê a presença de sua mãe e para ela a tranquilidade de estar com seu bebê, a lincença prolongada além de favorecer o vínculo da dupla, contribui diretamente para a continuidade da amamentação, uma vez que é recomendação do Mistério da Saúde  que a mãe amamente seu bebê por no mínimo seis meses.
Chega a ser contraditória a recomendação de 6 meses de alimentação exclusiva com o leite materno uma vez que esta mãe precisa voltar a trabalhar em 4 meses...existem alternativas? Talvez, mas essas não contribuem e nem facilitam para a mãe que já enfrenta grande dificuldade em deixar seu filho para voltar ao trabalho.
Na ultima quarta-feira o senado aprovou a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que amplia a lincença maternidade que hoje é de 4 meses para 6 meses em empresas públicas e privadas.
Podemos considerar que este foi um grande passo, uma vez que é tão evidente que os quatro meses oferecidos a mãe não são o suficiente.
A emenda foi aprovada em primeira instância com 54 votos e terá a segunda votação em agosto.
Vamos torcer, pois sem dúvida será uma grande conquista !
Segue abaixo tabela que indica qual é o período de licença em alguns países do mundo:

País                        Licença-maternidade



Alemanha                     3 meses e meio

Argentina                     3 meses

Bélgica                         4 meses

Bolívia                         4 meses

Brasil                           4 meses

Canadá                       4 meses e meio

Dinamarca                 4 meses e meio

Estados Unidos          3 meses

Índia                           4 meses

Inglaterra                   de 4 a 5 meses

Itália                          5 meses

Portugal                    3 meses e meio

Suécia                       de 12 a 16 meses
                                                                                                           
Maria Elisangela
Fonte: Crescer e Estadão


domingo, 27 de junho de 2010

Parto Normal na rede do SUS - Anestesia

 Durante esta semana acompanhei uma série de reportagens sobre a qualidade no atendimento da rede de hospitais estaduais do SUS no estado de São Paulo. A partir de uma pesquisa aplicada à usuários, constatou-se que existem falhas seríssimas no atendimento, dentre as informações publicadas percebi um maior destaque aos atendimentos à parturientes. A pesquisa aponta que 24% das entrevistadas enfrentaram o trabalho de parto com anestesia (raqui ou peridural) nas costas, 18,6% tomaram anestesia local e 14,4% ficou com banho morno, massagens ou exercícios.
Com base neste resultado foi publicado um relatório que indica: "revisão dos procedimentos internos aos serviços, na busca de humanização do atendimento, quesito ainda bastante falho nos atendimentos ao parto".
Considero de extrema importância esta preocupação, sabemos das deficiências do sistema público de saúde embora exista variação no atendimento de unidade para unidade, mas também considero importante ficarmos atentas ao que se transmite com esse tipo de notícia e até que ponto a anestesia é necessária, quando e que tipo de anestesia está sendo aplicada.
Dependendo da anestesia e do momento em que ela é aplicada, esta pode atrapalhar completamente o trabalho de parto, a mulher pode, a partir daí, não participar de forma ativa de seu parto e uma cesária pode entrar em cena.
Sim, as massagens ajudam muito no trabalho de parto e os banhos mornos também são grandes aliados, talvez os hospitais não estejam preparados para o parto "natural", mas ele existe e nestes a mulher não precisa de anestesia.
A informação se faz necessária. É notório, quando a mulher tem acesso ao mínimo de informação ela passa a ser sujeito atuante durante seu parto e se sente mais segura para questionar e entender os procedimentos aplicados.
Os resultados da pesquisa são preocupantes, mas não são surpresa para nós, que bom que foram divulgados, porém considero importante olharmos esse tipo de reportagem de forma cautelosa e não esquecermos que estamos em ano de eleição e os interesses políticos estão à "flor da pele"!
Fala-se de humanização no atendimento, o que será que a palavra "humanização" significa neste contexto? Acredito que vai muito além do fato de anestesiar ou não.
Importante permitir que a mulher defina se quer ou não ser anestesiada.
Se tratando de parto normal, nem sempre a anestesia é necessária!


Fonte: uol notícias 21 e 22/06/2010

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Teste do Olhinho na Saúde Suplementar

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou na ultima segunda feira a cobertura obrigatoria do "Teste do Olhinho" por parte dos planos de saúde.

Prevenção à cegueira
O presidente da SBP salienta a importância do assunto para a saúde infantil: “mais conhecido como Teste do Olhinho, o Reflexo Vermelho pode detectar precocemente duas das maiores causas da cegueira infantil que ocorre até os cinco anos – a catarata e o retinoblastoma (o câncer na retina)”. Por isso mesmo, segundo a dra. Nicole Gianini, coordenadora do Grupo de Trabalho da Sociedade na área, “é mais importante que o Teste seja feito nos primeiros meses de vida. Depois disto, no entanto, continua tendo grande valor e após o primeiro ano também é usado no rastreamento do retinoblastoma”, explica.
A recomendação da SBP é que o Teste faça parte do exame clínico realizado pelo pediatra no recém-nascido antes da alta da maternidade. Quando isto não ocorrer, o pediatra deverá, obrigatoriamente, fazê-lo na primeira consulta de puericultura. Depois disto, o exame passa a fazer parte da avaliação global da criança, com periodicidade definida pelo pediatra.
Lei e norma nacional
No Rio de Janeiro, o Teste foi instituído por lei em 2002 e é realizado nas maternidades do município. No Paraná, legislação estadual de 2004 tornou o exame obrigatório, tanto para o SUS quanto para a Saúde Suplementar. “A regulamentação, em 2009, especificou que o Reflexo Vermelho deve ser feito pelo pediatra, antes do recém-nascido deixar a maternidade, e sem custo para a família. No caso da medicina privada deve, portanto, ser pago pela operadora que fez o parto”, informa o dr. Milton Macedo. Outros municípios e estados também já sancionaram leis similares, mas ainda não há uma norma nacional.
“A incidência de cegueira infantil é muito grande e também é grave a falta de dados confiáveis tabulados”, diz a dra. Nicole. De acordo com a pediatra, “excluídas algumas doenças congênitas e genéticas, praticamente todas as causas de cegueira na infância podem ser evitadas, desde que detectadas e tratadas precocemente”. O Teste do Olhinho é um exame simples, indolor, rápido e “as crianças não precisam ter medo. Com um aparelho, o profissional apenas lança uma luz e checa o reflexo”, explica



Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ganho de peso durante a gravidez


Foi publicado o novo protocolo que trata sobre o ganho de peso durante a gravidez pelo Institute of Medicine. Este leva em conta todas as mulheres, inclusive aquelas que são obesas antes da gestação.
A publicação anterior era de 1990 e considerava somente o bem estar do bebê, enquanto a atual considera importante que a mulher inicie a gravidez com um peso adequado e prioriza a saúde da dupla mãe-bebê.
Este protocolo difere do anterior em dois pontos: utiliza como base o Índice de Massa Corporal (IMC) da Organização Mundial de Saúde (OMS) e aconselha que a mulher obesa consulte um médico antes de engravidar para que chegue ao peso ideal e tenha uma gravidez saudável.
A mãe não precisa comer por dois, a partir do terceiro mês de gravidez a gestante precisa de uma alimentação adequada e com 300 calorias a mais do que o considerado normal, ou seja, 2.800 cal por dia.
A fome excessiva não está somente relacionada a fatores fisiológicos, mas também a questões emocionais, como a ansiedade e fragilidade que neste período são bastante comuns.
A obesidade durante a gestação pode trazer muitas complicações, como por exemplo a  Diabetes Gestacional que deve ser acompanhada pelo médico e requer uma dieta adequada. Portanto, é de grande importância tanto para a mãe quanto para o bebê o acompanhamento Pré-Natal desde o início da gestação.

fonte consultada: News Med 

sábado, 28 de novembro de 2009

Hormônios produzidos durante gravidez inibem câncer de mama


Os hormônios produzidos durante a gravidez induzem uma proteína que inibe o crescimento do câncer de mama, segundo uma pesquisa publicada pela revista "Cancer Prevention Research".
"Os hormônios, como o estrogênio, induzem a alfa-fetoproteína (AFP) que poderia ser um agente bem tolerado para o tratamento e a prevenção do câncer de mama", disse Herbert Jacobson, que liderou a pesquisa.
Jacobson é pesquisador no Centro para Doenças Imunológicas e Microbianas no Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Ciências Reprodutivas do Colégio Médico Albany, em Nova York.
Hormônios liberados durante a gravidez, como o estrogênio, progesterona e a gonadotrofina coriônica, reduzem o risco de que a mulher desenvolva câncer de mama
"O corpo tem sistemas naturais de defesa contra o câncer de mama. O que se precisa é o manejo seguro da AFP e seu desenvolvimento em um composto que possa ser usado para proteger as mulheres do câncer de mama", disse.
Estudos recentes mostraram que os hormônios liberados durante a gravidez, como o estrogênio, progesterona e a gonadotrofina coriônica humana, reduzem o risco de que a mulher desenvolva câncer de mama.
A AFP é uma proteína produzida normalmente pelo fígado e pela vesícula vitelina que envolve e nutre o feto nas primeiras semanas de sua gestação.
Jacobson e seus colegas procuraram determinar se a administração de hormônios da gravidez a ratas expostas a agentes cancerígenos as levava à produção da AFP, o que, por sua vez, causa o efeito protetor.
Os resultados do estudo mostraram que o tratamento com estrogênio e progesterona, estrogênio sozinho ou gonadotrofina coriônica humana reduz a incidência de câncer de mama nos ratos.
Além disso, os pesquisadores notaram que cada um destes tratamentos elevou o nível de AFP no sangue e inibia diretamente o crescimento das células de câncer de mama em cultivos, o que indica que estes hormônios da gravidez servem para prevenir essa doença.
Powel Brown, editor da publicação da Associação Americana para a Prevenção do Câncer, disse que "os pesquisadores não mostraram diretamente a atividade preventiva do câncer da AFP, mas encontraram uma associação destes hormônios na prevenção dos tumores de mama".
Fonte: UOL Ciência e Saúde

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Qual é a posição correta para o bebê dormir?


Acaba de ser publicada uma recomendação oficial da Sociedade Brasileira de Pediatria para que os bebês durmam de barriga para cima e não de lado ou de bruços como estamos acostumadas a ouvir.
Foram realizados diversos estudos  clínicos internacionais e estes apontaram para o resultado que colocar o bebê para dormir de barriga para cima reduz em até 70% o risco de morte súbita.
Segundo a pediatra Magda Lahorgue Nunes, coordenadora do Grupo de Estudos do Sono na infância da SBP "O hábito de deixar o bebê dormir de lado está enraizado na nossa cultura. Existe uma crença muito forte de que o bebê pode se afogar se estiver de barriga para cima, mas os estudos mostram que isso não é verdade. Além disso, ainda há muito desconhecimento e resistência dos próprios pediatras", afirma Nunes.

A pediatra Elsa Giugliani, coordenadora da área técnica da Saúde da Criança do Ministério da Saúde concorda que há resistência dos pediatras em orientar os pais a colocarem o bebê nessa posição. Giugliani diz que, desde 2007, o ministério passou a publicar essa recomendação na cartilha da criança (documento entregue para todas as mães após o parto) e que, mesmo assim, os pediatras ainda não são unânimes em passar essa orientação aos pais.

"A reação dos pediatras foi muito forte e contrária à recomendação. Houve muitas críticas. Mas, como vários estudos comprovam que a melhor posição é de barriga para cima, tenho absoluta tranquilidade em fazer essa recomendação", diz.

Principais Recomendações

(Publicadas em 28/09/09 em reportagem de Fernanda Bassete na Folha de S. Paulo, com a colaboração da SBP e da Pastoral. Aqui reproduzimos as principais, revisadas pela Dra. Magda)

1 - POSIÇÃO CORRETA
Bebês devem dormir de barriga para cima, e não de lado ou de barriga para baixo. Os riscos de dormir de lado são semelhantes aos de dormir de bruços. Essa posição é instável e muitos bebês rolam e ficam de barriga para baixo.

2 - VÔMITO
Se o bebê está de barriga para cima e vomita, a tendência é tossir, e com isso chamar a atenção dos pais.

3 - SUPERAQUECIMENTO
Evite agasalhar demais o bebê na hora de dormir, pois isso dificulta os movimentos e pode superaquecê-lo.


4 - INCLINAÇÃO
A inclinação da cama não precisa ser maior do que 5%. Deixe os braços para fora da coberta para evitar que o bebê deslize e fique sufocado pelo cobertor.

5 - OBJETOS DECORATIVOS
Deixe o berço livre de almofadas, travesseiros, "cheirinhos", pelúcias e outros brinquedos, pois eles podem dificultar a respiração.

MORTE SÚBITA
É o nome que se dá para a morte de crianças menores de 1 ano que morrem de forma inesperada e sem explicação durante o sono. Ocorre mais frequentemente nos primeiros meses de vida.

FATORES DE RISCO
- A posição de dormir
- Exposição ao fumo durante a gravidez e após o nascimento
- Consumo de álcool e drogas durante e após a gestação
- Falta de aleitamento materno
- Uso de colchões e travesseiros muito moles ou fofos
- Prematuridade ou baixo peso ao nascer

De qualquer forma, sempre que surgirem dúvidas procure o Pediatra !!

Fontes: Fundação Unimed e Sociedade Brasileira de Pediatria