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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Como ficam os outros filhos?


Vejam artigo que escrevi para o site da Mammy to Be sobre a chegada de mais um filho na família:

As crianças da família grávida precisam de atenção especial nesta fase, precisam ser ouvidas e acolhidas nos momentos em que manifestar que estão inseguras de perder seu lugar no coração dos pais.
A criança pode vivenciar os mais variados sentimentos nesta fase como curiosidade, raiva, medo de perder o amor dos pais, contentamento, ciúmes, principalmente se é filho único. Nesta situação, a criança tende a fantasiar e muitas dúvidas podem surgir: será que continuará sendo amada após a chegada do irmãozinho? Se a amam tanto, porque querem outro filho? Será que vão abandoná-la?
Clique aqui para ler o artigo completo.


Maria Elisangela Nunes Carneiro é Psicóloga – CRP 06/98989, com formação em Psicologia da Maternidade, Psicologia Perinatal e Aleitamento Materno. Atende em consultório particular adultos, adolescentes, crianças, gestantes e casais grávidos e orientação a pais. Ministra palestras e cursos voltados aos temas Parentalidade e Cuidados com a Infância.
Contato: mariaelisangela@maternarvida.com.br

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

UTI Neonatal

Este não é um assunto abordado normalmente quando se trata de temas relacionados à gestação, até porque a gestante está naturalmente pensando em seu bebê lindo e saudável e esta possibilidade causa grande desconforto.

Algumas mulheres apresentam complicações durante a gestação (bolsa rota caracterizada pela perda de líquido amniótico, pressão arterial alta, infecções, entre outras) e necessitam de um cuidado especial, muitas vezes precisando ficar em repouso absoluto por toda a gestação, nestes casos, a mãe bem como a família pode ter sido alertada pelo médico de que poderá ocorrer um nascimento prematuro e nestes casos a UTI Neo é indispensável para os cuidados com o bebê.

Em outros casos tudo vai bem durante a gestação, e somente quando o bebê nasce é que se vê a necessidade de encaminhá-lo para os cuidados intensivos, nem sempre são casos gravíssimos, mas o bebê precisa de cuidados especiais para que no momento da alta seus pais possam o levar para casa sem grandes preocupações com sua saúde.

E como é isso? Como é para a mãe ir para casa sem seu(s) bebê (s)? Como fica a amamentação, o vínculo mãe-bebê?

Sem dúvida é uma situação de muita angústia e estresse para os pais, há a frustração de não poder levar seu bebê para casa e a preocupação com o que está por vir.

O dia-a-dia de uma mãe na UTI é bastante cansativo, para umas são alguns dias, para outras meses, mas o que permeia o pensamento da maioria destas mulheres é a esperança de que sairão dali com seus bebês saudáveis e esta esperança parece nutrir a força cada vez mais presente para que elas estejam ali.

Dependendo do quadro de saúde do bebê, quando estão com suas funções estáveis, estes podem ser tocados pelos pais a partir de uma abertura que há na incubadora, os pais podem conversar com ele e em alguns casos banhar, amamentar e permanecer com o bebê pele-a-pele, momento de extrema importância para a recuperação do bebê e para o fortalecimento do vínculo da dupla.

Apesar de toda dificuldade que é ter um filho em uma UTI ainda é possível ver pontos positivos, normalmente há na UTI Neo enfermeiras muito bem preparadas e que podem ajudar as mães nos primeiros cuidados com o bebê, quando este já pode ser manipulado pela mãe, esta pode aproveitar o conhecimento destas profissionais tirando suas dúvidas e pedindo auxilio quando necessário.

Apesar da importância da presença da mãe na UTI Neo junto a seu filho, é bastante positivo quando esta consegue ir para casa e descansar, dormir bem e se alimentar para que possa no dia seguinte dar conta da demanda emocional e física que a espera. Muitas vezes a mãe não pode ficar o dia inteiro na UTI ou porque tem outros filhos pequenos, ou porque mora longe e até porque está muito cansada. É importante que esta mãe consiga respeitar seus limites, que tenha em mente que seu filho está no local adequado para sua recuperação naquele momento e que é indispensável que ela também possa se cuidar.

Maria Elisangela

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Dica de leitura!

Olá! Hoje quero dar uma dica de leitura, trata-se de um livro que achei bastante interessante tanto para profissionais quanto para futuros pais, estou falando de "NÓS ESTAMOS GRÁVIDOS", livro lançado recentemente que foi  escrito por Maria Tereza Maldonado (Psicóloga) e Júlio Dickstein (Médico).
Com uma linguagem bastante didática, o livro trata temas como "e os outros filhos?", "parto", "o bebê e seu novo mundo" entre outros.
Para aqueles que tem interesse pelo tema, vale a pena a leitura!

Maria Elisangela 

domingo, 9 de maio de 2010

Dia das Mães

Não costumo dar muita impotância para dia disso ou dia daquilo, acredito que não há o dia específico para se fazer uma homenagem ou dar um presente a quem amamos e vejo essas campanhas todas na mídia como algo puramente comercial...
Mas se tratando de mãe, vou dar um desconto...rs, e aproveitar a data para postar algumas imagens lindas e que dizem muito sobre essas mulheres tão especiais.

PARA AS MAMÃES E FUTURAS MAMÃES...PARABÉNS !!!! NO DIA DAS MÃES E EM TODOS OS OUTROS.    
  

domingo, 4 de outubro de 2009

O que é Baby Blues ?

O Baby Blues se caracteriza por uma alteração transitória no humor da mãe que atinge de 50% a 80% das mulheres e se apresenta logo após o nascimento do bebê (entre o 3° e 5° dias após o parto) desaparecendo em poucos dias e de forma espontânea.
Os sintomas mais freqüentes são tristeza, irritabilidade, ansiedade e choro, e esses sentimentos acontecem devido as rápidas alterações nos níveis hormonais, o stress do parto e a consciência da responsabilidade aumentada, pois esse é um novo papel a ser desempenhado carregado de incertezas e inseguranças.
Esses sentimentos são perfeitamente compreensíveis uma vez que o bebê está ali, depende 100% desta mãe, ele chora, sente fome, dorme em horários diferentes e ela por sua vez quer satisfazer suas necessidades.
No entanto, é importante que a mãe fique atenta, pois este período (Baby Blues) não se prolonga por muito tempo, e se os sintomas persistirem o ideal é que a mãe busque ajuda médica, pois há também a Depressão Pós Parto que tem os sintomas muito parecidos com os de uma Depressão comum e deve ser tratada, e a recuperação não é de forma espontânea como é no Baby Blues.


Maria Elisangela Nunes Carneiro é Psicóloga – CRP 06/98989, com formação em Psicologia da Maternidade, Psicologia Perinatal e Aleitamento Materno. Atende em consultório particular adultos, adolescentes, crianças, gestantes e casais grávidos e orientação a pais. Ministra palestras e cursos voltados aos temas Parentalidade e Cuidados com a Infância.
Contato: mariaelisangela@maternarvida.com.br

domingo, 20 de setembro de 2009

Mães e Filhos

Amor de mãe
não é um amor sem falhas.
Sofrem as mães e seus filhos
sonhando esse amor
sem falhas.
Culpam-se as mães
toda uma vida
por seus erros, descaminhos
desatenções -
pelas falhas.
Sangra a funda ferida
do medo
de não ser tão boa
mais que suficientemente boa:
infinitamente boa -
sem falhas.
Possam as mães entender
que mais que culpas e desculpas
os filhos necessitam dos seus
braços
do seu peito
dos seus olhos
seus abraços
seu amor
inteiro:
com falhas
sem esquivas.
Porque as falhas
das mães e dos filhos
podem ser reconhecidas,
perdoadas,
reparadas;
mas o soterramento na culpa
é uma ausência insuportável.
Andrea de Arruda Botelho